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		<title>Gatos Empoleirados &#8211; À memória fraca</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 22:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felippe Cordeiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há uma semana ocorreu um Shabat em memória às vítimas do Holocausto na Congregação Israelita Paulista e eu, como um entusiasta do judaísmo &#8211; vide os livros sobre o assunto que já resenhei, duas ou três colunas que escrevi -, sem kipá e sem torá, compareci. Por medida de segurança extrema, antes de entrar no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/02/pips4.png"><img class="size-full wp-image-7639 alignleft" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/02/pips4.png" alt="" width="200" height="200" /></a>Há uma semana ocorreu um Shabat em memória às vítimas do Holocausto na Congregação Israelita Paulista e eu, como um entusiasta do judaísmo &#8211; vide os livros sobre o assunto que já resenhei, duas ou três colunas que escrevi -, sem kipá e sem torá, compareci. Por medida de segurança extrema, antes de entrar no local, esvaziei os bolsos, entreguei minha carteira de habilitação e fui interrogado porque, como e por onde eu sabia daquele tal evento (faltou medirem o tamanho da minha barba e do meu nariz). Passando por duas portas de ferro pesadas e por um detector de metais, caminhei até dentro do complexo e encontrei uma amiga, que trabalha na Prefeitura e me chamou para o evento. Graças a chuva de São Paulo e o trânsito, eu perdi, de acordo com ela, o que seria a parte mais animada do Shabat: dali para frente teríamos o Kadish. Antes do salão principal há um enorme recipiente, que parece mais aquela taça onde as assistentes de palco do Gugu ficavam dançando, com kipás e um Shabat Shalom (com traduções em português das rezas e canções em uma página, e na outra tudo escrito em Alef-Beit). Peguei um de cada e caminhei pelos fundos. Quando tentei sentar na última fileira localizada perto da porta, “Aqui somente a senhorras”, disse um religioso, e me apontou os lugares onde eu poderia sentar.</p>
<p style="text-align: justify">Antes do culto religioso, o rabino chamou ao palco um ex-prisioneiro do Campo de Buchenwald &#8211; ou um nome bem similar, porque ouvir um senhor de mais de oitenta anos, cuja língua-mãe é o iídiche e o alemão, falar português (não é fácil) &#8211; para contar sua história. Por culpa de sua dicção e idade, não memorizei o nome, mas soou algo como Bernaar. Ele contou em detalhes, e com uma mágoa quase imperdoável sobre a humanidade, a ascensão de Hitler, o dia da separação de seus pais e outras tantas famílias, até o dia em que finalmente pisou no Brasil, onde conheceu sua mulher Miriam, também sobrevivente do holocausto. Essa palestra em sua grande essência era um desabafo que, ano a ano, o senhor tinha o prazer &#8211; e até mesmo um dever, conforme encarado pela comunidade presente &#8211; de dar. Essa foi a minha maior decepção.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-23506"></span></p>
<p style="text-align: justify">Em dado momento, ele não acusou os nazistas de exterminarem o povo de Israel, mas os alemães em geral. Não gostei muito dessa generalização, assim como não aprovo nenhuma. Por mais que muitos alemães estivessem envolvidos nesse processo, foram os membros do partido nazista quem capturaram e exterminaram os judeus e outras minorias (afinal, não podemos esquecer que eles não foram os únicos perseguidos: homossexuais, ciganos, evangélicos, opositores políticos e outros tantos). Será que todos os alemães aprovavam tal processo? É culpa de uma nação inteira? Quando eles perceberam o erro que tinham cometido ao colocar o Fürher no poder não era tarde demais? Pois já se tratava de uma ditadura com milhares de seguidores com poder de fogo muito mais forte. Só uma guerra para acabar com tudo isso, um embate exterior que forçou ao suicídio o líder do Terceiro Reich. Não preciso recontar a história devido a quantidade de livros e filmes dedicados à Segunda Guerra Mundial. Muito menos irei apontar vítimas e carrascos. Aliás, o que não gostaria de citar mesmo era a presença do ex-governador-e-ex-prefeito-arroz-de-festa José Serra, discursando apenas para citar um artigo dele com a opinião dele sobre tudo isso (e tantas outras redundâncias “acadêmicas”) e, para vergonha alheia, deixou o kipá cair no meio da sua ego exposição e só conseguiu colocá-lo numa maneira à lá Sérgio Mallandro de Israel.</p>
<p>    <iframe src="http://player.vimeo.com/video/36023128" width="500" height="281" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify">Pouco depois da cerimônia e das cantorias acabarem, comecei a refletir como o reforço da memória de quem viveu (ou sobreviveu?) os horrores do Holocausto faz com que essa história não seja esquecida. Romanceados, amargurados ou não, esse assunto perpetuará pelo resto da existência da humanidade &#8211; podem surgir uns Códigos de Abraão no caminho &#8211; por se tratar de um choque que tomou o mundo e sujou uma nação que até hoje sente vergonha do seu passado. A partir desse ponto podemos ver o quanto a nossa história passada nos mostra a força que temos dentro do presente e nosso papel no futuro. Devemos sim celebrar a memória e revisitar constantemente os fatos que nos moldaram no que somos.</p>
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		<title>Visões de Cody (Jack Kerouac)</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 19:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Pinheiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/kerouac.jpg"><img class=" wp-image-17966 alignright" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/kerouac-203x300.jpg" alt="" width="203" height="300" /></a>O conceito de “obra-prima” é um pouco maldoso: ele induz a uma raciocínio metonímico que diz que basta ler um e não dez, nem cem. Reduz a produção inteira de uma vida (ou de uma geração, ou de um país) através de um gesto que diz “isto é suficiente”. É um conceito presunçoso e preguiço, no fundo. E triste. Afinal, é difícil dizer que <em>Madame Bovary</em> possa substituir <em>Bouvard e Pécuchet</em> ou que a força de <em>Guerra e Paz</em> é capaz de ofuscar <em>Hadji-Murat</em>. Apelar para o “melhor” de um escritor é um ato de soterramento: todo o cânone é também uma catacumba infinita. Algo semelhante se aplica ao trabalho de Jack Kerouac que, muitas vezes, na voz de outros, parece começar e terminar em <em>On the Road</em>. Há, para aqueles que são generosos e não cumprem listas, um excelente segredo intitulado <em>Visões de Cody</em>, cujas mais de 400 páginas traduzidas por Guilherme da Silva Braga foram publicas pela L&amp;PM.</p>
<p style="text-align: justify">Escrito nos anos de 1951-52, entre a finalização do manuscrito original de <em>On the Road</em> e o lançamento da versão que faria moleques de todo os Estados Unidos a deixar suas casas para conhecer seu país, <em>Visões de Cody</em> é o experimento último de um escritor na beira do precipício, antes que sua &#8220;carreira&#8221; começe. Frustrado com as constantes recusas das editoras e com a corda no pescoço por causa das contas, Kerouac, que na época vivia no porão da casa de Neal Cassady (o famoso Dean Moriarty de <em>On the Road</em>), decide investir com tudo contra o papel.<span id="more-23504"></span></p>
<p style="text-align: justify">Se a força do romance beat mais conhecido está no impulso pela viagem, pela possibilidade de viver ao vento, com empregos temporários e travando amizades com desconhecidos, <em>Visões de Cody</em> é a tentativa de percorrer tudo isso de volta – não pela descrição de lembranças, mas pela recriação, através da palavra, do trabalho com a palavra, nela mesma, de uma experiência errática. Apesar dos dois livros compartilharem a mesma viagem como tema, aqui sabemos muito bem que Kerouac está diante de uma folha de papel, escrevendo chapado da meia-noite às seis da manhã, ouvindo o programa de bop apresentado por Pat Henry. Não tanto porque o narrador se apresenta assim (ele não o faz), mas porque a memória de uma vivência aqui é apenas o pretexto para a experimentação da musicalidade das palavras. Se em <em>On the Road</em> esse era o acompanhamento da narrativa, em <em>Visões de Cody</em>, em certos momentos, isso é tudo o que resta &#8211; e é muito.</p>
<p style="text-align: justify">O livro é divido em três partes. Na primeira, formada por aquilo que o autor chamava de suas “sketches”, voltamos aos momentos iniciais da viagem de Jack Duluoz, o alter-ego de Kerouac neste livro (ou o Sal Paradise de <em>On the Road</em>), quando ele decide sair de Nova York para visitar Cody/Cassady em São Francisco. Mas o que temos aqui são menos as histórias das estradas do que a construção de grandes imagens, como a de uma lanchonete lotada de comida, descrita com a fome que só um poeta pode ter. São longos parágrafos enumerando cada detalhe, numa cena parece uma mistura da famosa confeitaria de <em>O Primo Basílio</em>, de Eça de Queiroz, com as experimentações joyceanas, improvisadas com um jazz alucinatório. O panorama de Nova York depois da Segunda Guerra é vibrante, mas também decadente, ecoando até mesmo no espaço fechado de uma cabine de banheiro público, enquanto Duluoz conta suas atribuladas práticas masturbatórias.</p>
<p style="text-align: justify">A segunda parte se refere a algumas cenas da viagem propriamente dita, e tem um tom de “cenas inéditas” de <em>On the Road</em>. Literalmente, é aqui que Kerouac emprega suas descrições mais cinematográficas, de perseguição, corridas e personagens – fugitivos sem que ninguém os persiga.</p>
<p style="text-align: justify">Mas a porrada maior está na terceira parte. Aqui vemos que a caneta e o papel atuam num tempo demasiado devagar para acompanhar o ritmo da prosódia do autor. Então, junto com Cassady, resolvem simplesmente gravar suas conversas, baixo os efeitos de alucinatórios variados. São 140 páginas muitas vezes compostas por blocos sólidos de palavras que, a despeito do espaço que ocupam na página, são muitas vezes difíceis de recompor enquanto imagem ou sentido. Segue-se ainda uma sub-parte na qual Keroauc parte para o monólogo, experimento que faz sentir ainda mais os limites da escrita, pois, enquanto lemos esses textos, sabemos que tudo falta: a voz, os cheiros, os ruídos, a música – tudo. E ainda assim o resultado é genial.</p>
<p style="text-align: justify">A edição brasileira ainda acompanha uma série de outras peças, incluindo a participação de Allen Ginsberg, algo que dá uma sensação peculiar a este livro: seria mais que correto considerá-lo uma espécie de bootleg literário, com remendos, improvisos, escutas, e peças valiosíssimas de livre produção, como aqueles arquivos gravados nos antigos clubes de jazz, durante os anos 1950-60, muitas vezes nas condições mais precárias possíveis, e que hoje constituem os registros mais honestos de um ritmo gestual que não cabe em seções agendadas e repertórios preparados.</p>
<p style="text-align: justify">Título: Visões de Cody</p>
<p style="text-align: justify">Autor: Jack Kerouac</p>
<p style="text-align: justify">Tradução: Guilherme da Silva Braga</p>
<p style="text-align: justify">448 páginas</p>
<p style="text-align: justify">Preço: 79 reais</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>L&amp;PM Editores</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/08/lepm.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
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		<title>Links e Notícias da Semana #74</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 16:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felippe Cordeiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Carnaval tá aí, você já ouve as marchinhas com sucessos como &#8220;A Pipa do Vovô&#8221; e os menos entusiastas, os famigerados comunistas das fanfarras de apartamento, contrariam a caminhada do povo alegando que a música deu o que tinha de dar e já dizem &#8220;todo carnaval tem seu fim&#8230;&#8221;. Em resumo, fevereiro começa com gostinho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_18000" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/teletubies.jpg"><img class="size-medium wp-image-18000 " src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/teletubies-300x213.jpg" alt="" width="300" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">Clica aí ; )</p></div>
<p style="text-align: justify">Carnaval tá aí, você já ouve as marchinhas com sucessos como &#8220;A Pipa do Vovô&#8221; e os menos entusiastas, os famigerados comunistas das fanfarras de apartamento, contrariam a caminhada do povo alegando que a música deu o que tinha de dar e já dizem &#8220;todo carnaval tem seu fim&#8230;&#8221;. Em resumo, fevereiro começa com gostinho de quero mais, porque a <a href="http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/cultura/e-book-hostil-1/?utm_source=VEJA&amp;utm_medium=twitter&amp;utm_campaign=Feed%3A+radar-on-line+%28Lauro+Jardim%29" target="_blank">Amazon ignora editoras e começa a procurar por escritores brasileiros</a>.</p>
<p style="text-align: justify">O Mago Patológico, <a href="http://paulocoelhoblog.com/2012/01/28/promo-bay/" target="_blank">Paulo Coelho, é a estrela do Pirate Bay</a>. Dizem os grimas que os donos do site sueco gostam mais de <a href="http://www.balaiodenoticias.com.br/artigos-e-noticias-ler.php?codNoticia=76&amp;codSecao=14&amp;q=O+Brasil+como+personagem" target="_blank">Edney Silvestre,</a> que tem o Brasil como personagem.</p>
<p style="text-align: justify">Entrevistas - <a href="http://rascunho.gazetadopovo.com.br/menos-iludido/" target="_blank">Paulo Scott no Jornal Rascunho</a> e <a href="http://www.amazon.com/Death-Kings-Novel-Saxon-Tales/dp/0061969656/ref=tmm_hrd_title_0?ie=UTF8&amp;qid=1324661888&amp;sr=1-1" target="_blank">Bernard Cornwell entrevistado por George R. R. Martin</a>.</p>
<p style="text-align: justify">B.O.M. (Boletim de Óbito do Meia) - <a href="http://www.washingtonpost.com/world/europe/her-secretary-says-that-polands-1996-nobel-winning-poet-wislawa-szymborska-has-died-at-88/2012/02/01/gIQAzfFMiQ_story.html" target="_blank">Wislawa Szymborska morre aos 88 anos</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Lavô tá novo &#8211; A velha discussão desde que o mundo é mundo, sobre e-readers destruírem os livros impressos ganhou <a href="http://www.guardian.co.uk/books/2012/jan/30/jonathan-franzen-ebooks-values" target="_blank">Jonathan Frazen como mais novo aliado</a>, o escritor afirma ter medo dos e-books e as consequências que estes podem trazer. Em resposta, um grupo de esquerda soltou os cachorros em inglês: <a href="http://www.npr.org/blogs/monkeysee/2012/01/31/146140663/no-more-e-books-vs-print-books-arguments-ok?sc=tw&amp;cc=share" target="_blank">No More E-Books Vs. Print Books Arguments, OK?</a></p>
<p style="text-align: justify">Retórica para que te quero - <a href="http://nomundoeditorial.blogspot.com/2012/01/afinal-quantos-livros-estao-sendo.html" target="_blank">Afinal, quantos livros estão sendo vendidos?</a></p>
<p style="text-align: justify">Viver a Vida - <a href="http://www.livrosabertos.com.br/?p=1749" target="_blank">Virginia Woolf  - A medida da vida</a> e Vila-Matas: <a href="http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/pelo-mundo/como-viver-por-vila-matas/" target="_blank">Como viver</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Paraíso das traças - <a href="http://javiermariasblog.wordpress.com/2012/01/28/javier-marias-manual-de-literatura/" target="_blank">A biblioteca de Javier Marías</a> e <a href="http://flavorwire.com/254434/the-20-most-beautiful-bookstores-in-the-world" target="_blank">As mais belas livrarias do mundo</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Fãs do pirata James Joyce, que fez aniversário essa semana (<a href="http://www.theparisreview.org/blog/2012/02/02/document-happy-birthday-james-joyce/?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed%3A+TheParisReviewBlog+%28The+Paris+Review+Blog%29&amp;utm_content=Google+Reader" target="_blank">documento da Paris Review</a>), mas não quis sair do túmulo e mandou a marmota em seu lugar, já deliram com panteras ao verem a <a href="https://twitter.com/#!/andre_conti/status/165117780998373378/photo/1" target="_blank">capa da nova tradução de Ulysses</a> com lançamento previsto para abril!</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.almirdefreitas.com.br/blog/?p=10451" target="_blank">O escritor que não conseguia ler</a>, enquanto há boatos que <a href="http://www.yabu.com.br/blog/2012/01/30/brasileiro-nao-gosta-de-ler/" target="_blank">“brasileiro não gosta de ler”</a>, descubra essa e outras lendas do nosso foclore. Antes você pode correr até o <a href="http://www.amalgama.blog.br/01/2012/salman-rushdie-affair-versos-satanicos/" target="_blank">Amálgama e ler um artigo de Nick Cohen, do The Observer, comentando a desistência de Salman Rushdie de participar do Festival de Jaipul.</a> No Festival do Litoral fluminense, <a href="http://www.flip.org.br/noticias.php?id=704" target="_blank">mais dois nomes pra Flip: Javier Cercas e Zoé Valdés</a>. E acharam que o cigarro de <a href="http://www.revistaenie.clarin.com/literatura/Bob-Marley-Feria-del-Libro-de-La-Habana_0_638936320.html" target="_blank">Bob Marley era charuto e o músico será homenageado na Feira de Livros de Cuba</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Xiitas de plantão subiram pelas paredes, roeram as unhas e já planejam o churrasco dos devotos diferenciados a frente da DC Comics que <a href="http://dcu.blog.dccomics.com/2012/02/01/dc-entertainment-officially-announces-%E2%80%9Cbefore-watchmen%E2%80%9D/" target="_blank">anunciou &#8220;Before Watchmen&#8221;</a>. Mais extremistas e mais céticos <a href="http://papodehomem.com.br/30-autores-fodas-falam-sobre-deus-e-ateismo/">são os escritores, 30 para ser mais exato, que falam sobre D&#8217;us</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Coming soon - <a href="http://omelete.uol.com.br/cinema/notas-sobre-gaza-de-joe-sacco-vai-virar-filme/" target="_blank">Notas sobre Gaza no cinema</a>. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1040092-woody-allen-fala-sobre-sua-vida-e-processo-de-criacao-em-filme.shtml" target="_blank">Woody Allen</a> fala sobre sua vida e processo de criação em filme. <a href="http://www.guardian.co.uk/film/2012/jan/30/girl-dragon-tattoo-cancelled-india" target="_blank">Os homens que não amavam as mulheres</a> é cancelado na China após Diretor se recusar a cortar cenas de sexo. O mais chocante é <a href="http://latimesblogs.latimes.com/movies/2012/01/ferris-bueller-honda-super-bowm-matthew-broderick-ad.html" target="_blank">Ferris Bueller, em crise de meia idade, trocando uma Ferrari envenenada por um Honda</a> de tiozão.</p>
<p style="text-align: justify">Resenhas de montão: <a href="http://armonte.wordpress.com/2012/01/29/os-homens-que-nao-amavam-as-mulheres-encanto-e-frustracao/" target="_blank">Alfredo Monte comenta <em>Os Homens que não Amavam as Mulheres</em>, do sueco Stieg Larsson</a> e <a href="http://mundodek.blogspot.com/2012/01/flavio-quintale-os-peppini.html" target="_blank">Kovacs comentando <em>Os Peppini</em>, de Flavio Quintale.</a></p>
<p style="text-align: justify">Poliglota &#8211; a) <a href="http://www.revistaenie.clarin.com/literatura/El-dia-que-Bolano-decidio-ser-novelista_0_637136474.html" target="_blank">El día que Bolaño decidió ser novelista</a>. b) <a href="http://www.theatlantic.com/entertainment/archive/2012/01/guns-pipes-and-puppies-famous-authors-signature-accessories/252225/#slide1" target="_blank">Guns, Pipes, and Puppies: Famous Authors&#8217; Signature Accessories</a>. c) <a href="http://bookriot.com/?p=9722" target="_blank">What I Hate About Being a Reader</a>. d) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3Gwhp3MuXXE&amp;feature=youtu.be" target="_blank">The Inevitable Sh*t Agents and Editors Say</a>. e) <a href="http://flavorwire.com/253959/your-favorite-authors-favorite-books-of-all-time" target="_blank">Your Favorite Authors’ Favorite Books of All Time</a>. f) <a href="http://www.theatlantic.com/entertainment/archive/2012/01/the-greatest-books-of-all-time-as-voted-by-125-famous-authors/252209/" target="_blank">The Greatest Books of All Time, as Voted by 125 Famous Authors</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Martelo - <a href="http://www.publico.pt/Cultura/primeira-edicao-de-mensagem-de-fernando-pessoa-leiloada-por-3800-euros-1531760?utm_source=feedburner" target="_blank">Primeira edição de “Mensagem”, de Fernando Pessoa, leiloada por 3800 euros</a> e <a href="http://cultura.elpais.com/cultura/2012/01/30/actualidad/1327935764_297421.html" target="_blank">quadro pintado por Adolf Hitler foi leiloado na Eslováquia</a>.</p>
<p style="text-align: justify">No Blog da Companhia das Letras, <a href="http://www.blogdacompanhia.com.br/2012/01/nao-nao-e-nao/" target="_blank">Vanessa Bárbara fala sobre recusas de convites</a> e <a href="http://www.blogdacompanhia.com.br/2012/02/leitura-em-voz-alta/">Carol Bensimon</a> discorre sobre leitura em voz alta.</p>
<p style="text-align: justify">Bônus track: <a href="http://rockntech.com.br/travesseiro-em-forma-de-livro-indicado-para-os-que-sempre-dormem-enquanto-estudam/?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=feed&amp;utm_campaign=Feed%3A+rockntech+%28ROCK%27N+TECH+-+O+maior+conte%C3%BAdo+geek+do+Brasil!%29&amp;utm_content=Google+Reader" target="_blank">Travesseiro em forma de livro. Indicado para os que sempre dormem enquanto estudam</a>.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Lançamentos da Companhia das Letras:</strong></p>
<p style="text-align: justify">Os gêmeos (Crônicas de Salicanda – Volume 1), de Pauline Alphen (Tradução Dorothée de Bruchard)<br />
O último suspiro do mouro, de Salman Rushdie (Tradução Paulo Henriques Britto)<br />
A educação de uma criança sob o Protetorado Britânico, de Chinua Achebe (Tradução Isa Mara Lando)<br />
Clara dos Anjos, de Lima Barreto<br />
Diário de Oaxaca, Oliver Sacks (Tradução Laura Teixeira Motta)<br />
A águia que não queria voar, de James Aggrey e Wolf Erlbruch (Tradução Sergio Tellaroli)<br />
Na casa do Leo — O corpo humano, de Philip Ardagh (Tradução Érico Assis)<br />
Beto e Bia em De Mentirinha, de Geoffrey Hayes (Tradução Érico Assis)<br />
O peixe e a passarinha, de Blandina Franco e José Carlos Lollo</p>
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		<title>Fábulas (Liev Tolstói)</title>
		<link>http://blog.meiapalavra.com.br/2012/02/03/fabulas-liev-tolstoi/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 13:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Palazo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Literatura Russa]]></category>
		<category><![CDATA[Tatiana Mariz]]></category>

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		<description><![CDATA[Liev Tolstói é um dos escritores mais conhecidos do mundo, principalmente por ter escrito dois clássicos da literatura mundial – Ana Karênina e Guerra e Paz. Além de grande escritor, Tolstói também era preocupado com a educação em seu tempo, tanto que abriu uma escola gratuita para crianças menos favorecidas. Além da escola, ele também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/FABULAS.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-17983" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/FABULAS.jpg" alt="" width="200" height="288" /></a>Liev Tolstói é um dos escritores mais conhecidos do mundo, principalmente por ter escrito dois clássicos da literatura mundial – <em>Ana Karênina</em> e <em>Guerra e Paz</em>. Além de grande escritor, Tolstói também era preocupado com a educação em seu tempo, tanto que abriu uma escola gratuita para crianças menos favorecidas.</p>
<p style="text-align: justify">Além da escola, ele também escreveu artigos dedicados a educação infantil e publicou obras como <em>Livros de estudos</em> e <em>Livros de leitura para crianças</em>. E foi com base nessas duas obras que Tatiana Maris e Ana Sofia Maris retiraram os textos que compõem o livro <em>Fábulas</em>, que ainda conta com a ilustração de Cárcamo e foi publicado pela Companhia das Letras.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-23500"></span></p>
<p style="text-align: justify">A obra é composta por contos que contêm animais como personagens. Assim, encontramos leões, ratos, mosquitos, gaviões, galos, raposas entre outros. Em todos os contos os animais são humanizados em suas ações, despertando pequenas mazelas e virtudes humanas, como egoísmo, prepotência, inveja humildade, solidariedade e cidadania, ficando claro seu intuito educativo.</p>
<p style="text-align: justify">A preocupação educativa também está em como as histórias são retratadas. Com uma linguagem clara e um senso de humor delicioso, é fácil correr os olhos pelo livro e captar em cada conto a mensagem que o escritor quer passar, acompanhada da simples e bela ilustração de Cárcamo, que segue o ritmo e atmosfera do livro.</p>
<p style="text-align: justify">Certamente este não é o livro de entrada para a literatura de Liev Tosltói, mas ao ler <em>Fábulas</em> é curioso perceber o cuidado e a preocupação do escritor com as crianças, as quais ele “considerava de grande importância estimular a criatividade, o senso de beleza e a sinceridade”. E é perceptivel todo o cuidado a esses estímulos em cada imagem criada em cada conto, na clareza da linguagem e, principalmente, no humor estimulante a leitura.</p>
<p><strong>Fábulas</strong><br />
<strong>Autor:</strong> Liev Tolstói<br />
<strong>Tradução:</strong> Tatiana Mariz e Ana Sofia Mariz<br />
<strong>Ilustrações:</strong> Cárcamo<br />
<strong>48 páginas</strong><br />
<strong>Preço Sugerido:</strong> R$ 36,00</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Companhia das Letras</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.companhiadasletras.com.br/" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/07/logocia.jpg" alt="" width="279" height="129" /></a></p>
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		<title>Miss Peregrine&#8217;s Home for Peculiar Children (Ransom Riggs)</title>
		<link>http://meiapalavra.megadodo.com.br/2012/02/02/miss-peregrines-home-for-peculiar-children-ransom-riggs/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 19:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[literatura estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Miss Peregrine's Home for Peculiar Children]]></category>
		<category><![CDATA[Ransom Riggs]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não lembro bem como foi que encontrei Miss Peregrine&#8217;s Home for Peculiar Children pela primeira vez. Só sei que a capa chamou minha atenção (uma foto antiga, em preto e branco, de uma menininha cujos pés não tocam o chão) e que achei o título interessante. Julgando a sinopse (falando de orfanato abandonado e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/Miss-Peregrine’s-Home-For-Peculiar-Children-Book-Cover.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-17928" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/Miss-Peregrine’s-Home-For-Peculiar-Children-Book-Cover-195x300.jpg" alt="" width="195" height="300" /></a>Eu não lembro bem como foi que encontrei <em>Miss Peregrine&#8217;s Home for Peculiar Children</em> pela primeira vez. Só sei que a capa chamou minha atenção (uma foto antiga, em preto e branco, de uma menininha cujos pés não tocam o chão) e que achei o título interessante. Julgando a sinopse (falando de orfanato abandonado e afins) e a imagem da garotinha da capa, pensei &#8220;Opa, é horror, vamos conferir&#8221;. Aí comecei a leitura e para mim pareceu algo meio <em><a title="the princess bride" href="http://www.imdb.com/title/tt0093779/" target="_blank">The Princess Bride</a></em> meets <em><a title="a vida é bela" href="http://www.imdb.com/title/tt0118799/" target="_blank">A Vida é Bela</a></em>, com o avô do protagonista Jacob contando histórias sobre a ilha em que ele passou uma parte da vida com outras crianças como ele &#8211; que tinham habilidades extraordinárias. A sensação que fica é de que o livro será uma doce e divertida história sobre como o avô maquiou os horrores da Segunda Guerra Mundial com relatos sobre pessoas extraordinárias (judeus?) que precisavam se esconder em um orfanato para fugir dos monstros (nazistas?).</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, a questão é que Ransom Riggs tem uma carta na manga: ele te leva a pensar que o livro vai tomar um rumo e aí surpreende. E isso não é apenas uma vez só (e é óbvio que eu não vou ficar revelando aqui as surpresas). A leitura de <em>Miss Peregrine&#8217;s Home for Peculiar Children</em> fica parecendo um pouco com um passeio em um trem fantasma, onde você nunca sabe ao certo o que virá a seguir. Eu disse que achava que seria uma história de horror, certo? <em>É</em> horror.  Mas também fantasia. E aventura. Daquelas obras que enquanto você passa por alguns parágrafos fica só pensando: &#8220;Caramba, digam que vão filmar isso aqui!&#8221; ((A Fox já comprou os direitos de filmagem do filme))</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-23496"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O bacana é que Riggs, embora esteja escrevendo para o público mais jovem (o livro é classificado como &#8220;young adult&#8221; lá fora), segue a escola Neil Gaiman de não poupar a juventude de grandes pesadelos. A combinação das fotos com o texto em alguns momentos causa medo de verdade, aquela sensação de &#8220;Ufa, ainda bem que é só um livro&#8221;. Aliás, um dos charmes da história é realmente a coleção de fotografias que Riggs usa para ilustrá-la (por isso desaconselho cópias piratas do livro, elas podem vir sem essas imagens, que são fundamentais para a compreensão da obra). No meio da leitura, estava tão empolgada que fui pesquisar um pouco sobre <em>Miss Peregrine&#8217;s Home for Peculiar Children </em>e sobre o autor, e acabei descobrindo que as fotos são todas REAIS, emprestadas de colecionadores (os créditos aparecem no final). Algumas delas são perturbadoras, como do dentista e a outra com a menininha sentada no meio-fio e a sombra de um homem próxima a ela.</p>
<p style="text-align: justify;">As imagens são tão importantes dentro da narrativa que eu não ficaria surpresa se em alguma entrevista eu lesse o autor contando que algumas coisas foram criadas a partir delas. Para ter uma ideia, <a title="riggs" href="http://www.ransomriggs.com/" target="_blank">em seu site</a> Riggs conta que haverá uma continuação para o livro, e que estava viajando atrás de uma nova coleção de fotos para esse segundo volume. E talvez o fato de ele trabalhar com filmagem e fotografia (este é seu primeiro livro) seja uma boa explicação para o cuidado que ele teve com este detalhe da obra. Cuidado que teve também com o trailer que fez para o livro, que incluiu até viagem para a Europa em busca de casas abandonadas que servissem de cenário, como você pode conferir aqui (ah, no book trailer aparecem fotos que estão no livro):</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/XWrNyVhSJUU?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p style="text-align: justify;">E então o que você tem em mãos é realmente um pouco de tudo. Dá para sentir medo, mas com a aventura e o humor da história dá para lembrar de bons filmes de Sessão da Tarde, como <em>Os Goonies. </em>Talvez o único momento em que o autor derrape seja quando vai se arriscar no romance e no drama &#8211; fica um pouco forçado, mas nada que estrague de fato o livro. E retomando a ideia de que é um livro para o público jovem, chama a minha atenção o fato de sê-lo sem que isso necessariamente signifique soar como algo idiota para um adulto na casa dos 30 como eu. É óbvio, trata-se de entretenimento, mas é entretenimento <em>de qualidade</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Por conta disso, fica a torcida para que chegue logo a tradução do livro aqui no Brasil, e que ele receba a atenção que merece. Fico realmente feliz que tenha encontrado este livro, porque é o tipo de título que eu certamente deixaria passar batido em outra situação. Valeu a leitura, valeu a diversão e fica agora a curiosidade para o próximo volume e a tal da adaptação para o cinema. Para quem tem Kindle, está custando só <a title="miss peregrine's" href="http://www.amazon.com/Miss-Peregrines-Peculiar-Children-ebook/dp/B004FGMDOQ/ref=tmm_kin_title_0?ie=UTF8&amp;m=AGFP5ZROMRZFO" target="_blank">$7,99 na Amazon</a>.</p>
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		<title>Giovanni (James Baldwin)</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 16:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Deschain</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Coleção Biblioteca do Leitor Moderno]]></category>
		<category><![CDATA[Giovanni]]></category>
		<category><![CDATA[Homossexualismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura Norte-Americana]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>

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		<description><![CDATA[James Baldwin é um dos vários nomes da literatura estadunidense que se dedicaram a denunciar o racismo e criticar a segregação racial que permeou a sociedade do país, principalmente aquela que dominou o século XX. Conquanto seja conhecido principalmente por sua luta no campo dos direitos civis dos negros, ele também atuou na defesa dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/Giovanni.James_.Baldwin.jpeg"><img class="alignleft  wp-image-17909" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/Giovanni.James_.Baldwin.jpeg" alt="" width="200" height="300" /></a><strong>James Baldwin</strong> é um dos vários nomes da literatura estadunidense que se dedicaram a denunciar o racismo e criticar a segregação racial que permeou a sociedade do país, principalmente aquela que dominou o século XX. Conquanto seja conhecido principalmente por sua luta no campo dos direitos civis dos negros, ele também atuou na defesa dos direitos dos homossexuais.</p>
<p style="text-align: justify">O livro <em>Giovanni</em> (ou <em>Giovanni’s Room</em>, no original [<em>O quarto de Giovanni</em>]), segundo romance do autor, publicado em 1956, trata principalmente da questão dos homossexuais, sendo que, curiosamente, não há nesse livro nenhum personagem negro. A edição a qual eu tive acesso, publicada pela editora Civilização Brasileira na ótima coleção <em>Biblioteca do Leitor Moderno</em>, contava com a orelha escrita por Paulo Francis, que escreveu algo que nos ajuda a entender <em>Giovanni</em>. Segundo ele, Baldwin criticou outros autores estadunidenses que também trataram dos direitos dos negros na sociedade americana, como Paul Green e Richard Wright, justamente porque enquanto a questão do negro não fosse encarada do ponto de vista humanista, ou seja, em uma acepção ampla, que dissesse respeito não só aos negros, mas a todos enquanto seres humanos, seus resultados seriam também restritos.</p>
<p style="text-align: justify">O <em>élan</em> do romance, portanto, pode começar a ser entendido a partir dessa colocação de Paulo Francis, já que, não apenas pelos personagens e questões, mas também pelo tratamento dado a trama, fica um tanto distante considerarmos <em>Giovanni</em> um livro que versa sobre a situação dos negros. Ao lidar com um relacionamento amoroso entre dois homens na Paris do século XX, Baldwin falava de forma análoga sobre o negro, tocando-o enquanto membro da humanidade, o que, por conseguinte, lhe faz comungar com um constructo de saberes e relações que lhe dizem respeito tanto quanto qualquer outro ser humano existente. Não se trata de igualdade por generalização abstrata, mas sim do reconhecimento da diferença pela reciprocidade.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-23493"></span></p>
<p style="text-align: justify">A história se passa na romântica Paris, local por onde perambulam David (o narrador), sua namorada Hella, dois americanos que resolveram conhecer os encantos do Velho Mundo; e outros amigos, como Guillaume e Jacques, além, é claro, do homem com que o narrador se envolve, o enigmático Giovanni. Durante as madrugadas de conversas, risos e vida boêmia pelos bares e cafés de Paris, a atração do casal central do livro começa a se desenvolver, e antes que percebam, Giovanni e David se veem emaranhados em um relacionamento amoroso que começa tímido, mas que vai se aprofundando (e chegando a extremos) em pouco tempo.</p>
<p style="text-align: justify">A namorada de David decide passar uma temporada na Espanha, deixando o caminho livre para que ele, após algumas reviravoltas, constrangimentos e resistências, acabe indo dividir um quarto com Giovanni, onde partilham de uma tórrida relação amorosa. Giovanni se entrega com paixão ao romance e faz dele um dos pontos centrais de sua existência, colocando David, que a princípio procurara não se envolver tanto, em maus lençóis. Uma sucessão de situações extremas e está preparado o terreno para a tragédia.</p>
<p style="text-align: justify">É preciso desfazer um mal entendido que possa ter sido gerado por essa simplificação do enredo: o livro não se resume a exposição sumária que eu aqui lhe dei. A forma como Baldwin conduz a história, e como consegue contá-la a partir de um dos lados da relação, revela um talento narrativo e dramático bastante apurados e dignos de nota. Já sabemos logo no começo que a tragédia é uma das marcas dessa história, justamente porque a primeira cena que Baldwin nos apresenta é a de David sentado com uma taça de conhaque na mão refletindo sobre o ocorrido. O livro se desenrola no sentido de trazer-nos novamente aquele momento, munido, então, da cadeia de fatos desencadeados até ali.</p>
<p style="text-align: justify">Além disso, o foco em primeira pessoa nos transporta para dentro das emoções e sentimentos de David, revelando nuances interessantes da trama. A inspiração calcada na verve clássica do romantismo encontra-se vivificado no desfecho da trama e no complexo imbróglio amoroso que percorre toda a obra, fazendo de <em>Giovanni</em> uma interessante e ousada reelaboração de um estilo e de uma temática passadas em pleno século XX, sob novas vestes e novos problemas.</p>
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		<title>Wysława Szymborska (02/07/1923 &#8211; 01/02/2012)</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 13:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano R. M.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Meia Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[literatura estrangeira]]></category>
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		<category><![CDATA[Poesia Polonesa]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio Nobel]]></category>
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		<description><![CDATA[A Polônia, apesar de todas as vicissitudes históricas e de uma auto-imagem nacional um tanto confusa, foi o berço de grandes personagens históricas. Lá nasceram Chopin, Madame Curie, João Paulo II. Czesław Miłosz também é outro polonês de peso. Ontem, juntou-se a esse verdadeiro panteão a poeta Wysława Szymborska: aos 88 anos, a vencedora do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/szymborska.jpg"><img class="size-medium wp-image-17939 alignright" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/szymborska-300x227.jpg" alt="" width="300" height="227" /></a>A Polônia, apesar de todas as vicissitudes históricas e de uma auto-imagem nacional um tanto confusa, foi o berço de grandes personagens históricas. Lá nasceram Chopin, Madame Curie, João Paulo II. Czesław Miłosz também é outro polonês de peso. Ontem, juntou-se a esse verdadeiro panteão a poeta <strong>Wysława Szymborska</strong>: aos 88 anos, a vencedora do Nobel de Literatura de 1996 faleceu depois de uma longa doença – tendo, inclusive, sido operada no ultimo mês de novembro. Segundo o secretário de Szymborska, porém, a poeta morreu em sua casa em Cracóvia, de forma tranquila.</p>
<p>***</p>
<p><span id="more-23490"></span></p>
<p style="text-align: justify">Filha do político Wincenty Szymborski e de Anna Maria de d. Rottermund, Wysława Szymborska nasceu em 1923 na cidade de Kórnik, região centro-oeste da Polônia. Em 1924 sua família mudou-se para Toruń, e em 1929 para Cracóvia – onde ela viveria pelo resto da vida.</p>
<p style="text-align: justify">Uma vez em Cracóvia, ela estudou na escola primária Józefy Joteyko e, a partir de 1935, no Colégio Irmã Ursulina. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, a continuidade de seus estudos foi em segredo. Em 1943, para evitar ser deportada para a Alemanha, começou a trabalhar nas estradas de ferro. Na mesma época ilustrou um livro didático de inglês. Começou a escrever algumas histórias e poemas.</p>
<p style="text-align: justify">Em 1945 começou seus estudos de língua e literatura polonesa na Universidade Jagellonica de Cracóvia – mais tarde mudaria de curso para sociologia. Nessa mesma época começou a envolver-se no universo literário, tomando parte do grupo de vanguarda <em>Inaczej </em>– junto com Stanisław Lem. Também acabou conhecendo Czesław Miłosz, que muito a influenciaria. Foi em 1945 que também publicou seu primeiro poema, <em>Szukam s</em><em>łowa </em>(<em>Eu procuro a palavra</em>).</p>
<p style="text-align: justify">Em 1948 ela desiste dos estudos por conta de dificuldades financeiras. No mesmo ano se casa com o poeta Adam Włodek. Em 1949 seu primeiro livro deveria ter sido publicado, mas a censura impediu, já que seus versos não se encaixavam nos padrões do recém-instaurado regime socialista. Durante esse tempo ela trabalhava como secretaria de uma revista bissemanal, bem como ilustradora.</p>
<p style="text-align: justify">Acabou começando a publicar apenas em 1952, com <em>Dlatego żyjemy</em> (<em>Por isso vivemos</em>). Como a maioria dos intelectuais poloneses, ela apoiava o regime socialista em seus primeiros anos, e seus poemas demonstravam isso com clareza: exaltavam Lênin e os feitos de Stálin. Em 1953 começou a trabalhar para a revista <em>Życie Literackie </em>(<em>Vida Literária</em>) – onde trabalharia até 1981, chegando a ter sua própria coluna dedicada à crítica literária, <em>Lektury Nadobowiązkowe </em>(Leitura Não-Obrigatória).</p>
<p style="text-align: justify">Em 1954 ela lançou seu segundo volume de poesia, <em>Pytania zadawane sobie </em>(<em>Perguntas que fazemos para nós mesmos</em>), ainda bastante influenciado pela ideologia oficial do Partido dos Trabalhadores Poloneses Unidos, o partido comunista polonês – ao qual era filiada. Nesse mesmo ano, a poeta também divorciou-se.</p>
<p style="text-align: justify">Depois desse segundo livro, porém, Wysława começou a distanciar-se do partido. Permaneceria oficialmente nele até 1966, mas antes disso já afastava-se paulatinamente, começando a manter contato com dissidentes. Em 1957, ano em que lançou <em>Wołanie do Yeti </em>(<em>Chamando pelo Ieti</em>), tornou-se amiga de Jerzy Giedoryc – editor do jornal dissidente baseado em Paris, <em>Kultura</em>, para o qual Szymborska passaria a escrever.</p>
<p style="text-align: justify">Seus poemas afastavam-se da política, tornando-se cada vez mais espirituais, falando cada vez mais de coisas simples, cotidianas. Ela chegou a renegar seus dois primeiros livros. Ao mesmo tempo, assinou diversos manifestos pela liberdade dos países sob o julgo da URSS, entre os quais a &#8220;Lista 34&#8243; e a &#8220;Lista 59&#8243;, além de escrever para alguns jornais publicados de maneira ilegal, como <em>samizdat</em>.</p>
<p style="text-align: justify">Ganhou diversos prêmios literários durante sua carreira, sendo o mais famoso deles o Nobel de Literatura. Publicou 13 livros de poesia, além de ensaios e crítica literária. Nos últimos anos esteve doente, diminuindo suas aparições públicas. E ontem, faleceu.</p>
<p style="text-align: justify">Uma perda histórica para a Polônia – ela viveu e participou da conturbada história do país durante o século XX, que culminou com a retomada <em>de facto</em> da independência após séculos de dominação estrangeira. Mas, além disso, perdeu-se uma das maiores poetas que vivia, cujos versos estão entre os mais sublimes que já tive o prazer de ler.</p>
<p><strong>Sobre a morte, sem exageros</strong></p>
<p>(de Wysława Szymborska, tradução do polonês de Luciano R. Mendes)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não entende piadas,</p>
<p>nem sobre estrelas, sobre pontes,</p>
<p>sobre tecer, sobre mineração, sobre cultivar a terra,</p>
<p>sobre construir navios ou assar bolos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em nossas conversas sobre planos futuros,</p>
<p>sempre tem a última palavra</p>
<p>fora do assunto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não consegue sequer as coisas</p>
<p>que combinam diretamente com sua especialidade:</p>
<p>nem cavar uma cova,</p>
<p>nem fazer um caixão,</p>
<p>nem limpar a propria sujeira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Preocupada em matar,</p>
<p>o faz desastradamente,</p>
<p>sem método nem perícia.</p>
<p>Como se cada um de nós fosse um treino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Até tem seus triunfos,</p>
<p>mas costuma ser derrotada,</p>
<p>erra seus golpes</p>
<p>e experimenta novas tentativas!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Às vezes lhe faltam forças,</p>
<p>para abater uma mosca no ar.</p>
<p>Para várias lagartas</p>
<p>perdeu corridas rastejantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todos esses tubérculos, casulos,</p>
<p>tentáculos, barbatanas, traquéias,</p>
<p>penas nupciais e pelos de frio</p>
<p>provam o atraso</p>
<p>em seu maçante trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não é suficiente</p>
<p>mesmo que ajudemos com guerras e golpes de estado,</p>
<p>isso, até agora, é pouco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Corações batem dentro de ovos.</p>
<p>Crescem os esqueletos dos lactentes.</p>
<p>A sementes, esforçadas, vingam com suas primeiras folhinhas,</p>
<p>e algumas vezes também árvores altas caem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quem afirma sua onipotência,</p>
<p>é a propria prova viva,</p>
<p>de que onipotente ela não é.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não existe vida</p>
<p>que pelo menos por um momento</p>
<p>não tenha sido imortal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Morte</p>
<p>sempre chegando um momento tarde demais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em vão puxa a maçaneta</p>
<p>de uma porta invisível.</p>
<p>Quem  chegou a tempo,</p>
<p>não pode voltar atrás.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Compras em lojas estrangeiras</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 19:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Meia Palavra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[gandalf]]></category>
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		<category><![CDATA[Lojas Estrangeiras]]></category>
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		<description><![CDATA[Todos que têm o hábito de comprar livros em algum momento acabam passando pela situação de querer ler muito uma obra, mas ela ainda não ter tradução disponível no Brasil. Ou, quando tem, o preço é extremamente alto e não faz a compra valer a pena. Para esses casos, uma boa saída é procurar por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/pendulo-bookstore.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17915" style="border-style: initial;border-color: initial;border-width: 0px;margin: 5px" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/pendulo-bookstore-300x203.jpg" alt="" width="300" height="203" /></a>Todos que têm o hábito de comprar livros em algum momento acabam passando pela situação de querer ler muito uma obra, mas ela ainda não ter tradução disponível no Brasil. Ou, quando tem, o preço é extremamente alto e não faz a compra valer a pena. Para esses casos, uma boa saída é procurar por lojas estrangeiras, que trazem um catálogo diferente das nacionais, têm os lançamentos mais comentados do momento e em muitas vezes têm um bom preço, ainda mais que para comprar livros em sites estrangeiros, não precisamos pagar impostos como aconteceria com outros tipos de produtos.</p>
<p style="text-align: justify">Foi pensando nisso que a equipe do Meia Palavra elaborou esse pequeno guia com sugestões de sites onde você poderá comprar os livros &#8211; especialmente se tiver um cartão de crédito internacional e alguma dose de paciência com prazos de entregas. Mas antes da lista, fica a ressalva: façam uma pesquisa de preço antes de comprar livros importados. Algumas livrarias, como a Cultura, têm livros estrangeiros com o valor bem próximo do que se pagaria somando o preço mais o frete, e aí obviamente compensa comprar no site brasileiro: entrega mais rápida, outras opções de pagamento, etc. Vamos, então, às sugestões da equipe.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-23487"></span></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Abebooks (por <a title="lucas" href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/lucas-deschain-2/" target="_blank">Lucas</a>):</strong> Quem é &#8220;traça de sebo&#8221; ou &#8220;rato de sebo&#8221; certamente conhece o site Estante Virtual, que proporciona o contato de leitores com sebos que ofertam livros com preço mais em conta (na sua maioria usados ou semi-novos). O Abebooks funciona da mesma forma, só que em nível mundial. Assim como a Estante, o Abebooks intermedia, mas não se responsabiliza pelas compras, de modo que só possamos avaliá-lo no geral, na função de intermediador, que ele executa com louvor. O serviço de entrega, os prazos e preços dependem de cada vendedor, mas o Abebooks é com certeza uma das boas opções para quem sabe ler em inglês. Uma vez cadastrado, ainda, o Abebooks lhe envia promoções frequentemente, de modo que preços de postagem possam ser facilmente evitados. Um detalhe que vale a pena ressaltar é que, devido ao fato de ser um serviço internacional, as compras do Abebooks exigem um cartão de crédito internacional. As compras que fiz por lá vieram sem problemas e contaram com uma cordialidade especial dos livreiros, que buscaram facilitar todo o trâmite com relação a custos de envio e prontidão no atendimento. Embora não seja um cliente de longa data, todas as compras que lá fiz (com três livreiros diferentes) foram imensamente satisfatórias, tanto em relação aos prazos quanto em relação aos preços. Endereço: <a href="http://www.abebooks.com/">http://www.abebooks.com/</a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>The Book Depository (por <a title="tilion" href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/tilion/" target="_blank">Gabriel</a>):</strong> Com um catálogo de mais de 6 milhões de títulos, o site <a href="http://www.bookdepository.co.uk/" target="_blank">The Book Depository</a> afirma ser a maior livraria virtual do Reino Unido, possuindo mais de 1 milhão de usuários. Mas além desses dados expressivos, o que chama atenção é o fato da livraria enviar livros para mais de 100 países – e <em>de graça</em>. Sim, de modo similar ao site Better World Books, o frete é totalmente grátis. O catálogo de fato é bastante variado, tanto de livros físicos como de <a href="http://www.bookdepository.co.uk/category/3390/eBooks" target="_blank">ebooks</a> (mais de 200.000 títulos disponíveis para compra), e os descontos são frequentes na maioria deles. A livraria possui ainda um selo próprio, o <a href="http://www.bookdepository.co.uk/search/advanced?searchPublisher=dodo+press&amp;resetPage=1&amp;searchSortBy=popularity&amp;searchTerm=&amp;page=6#content" target="_blank">Dodo Press</a>, através do qual coloca novamente em circulação livros esgotados ou difíceis de serem encontrados; os títulos do selo também estão disponíveis no site como ebooks (mais de 11.000) para <a href="http://www.bookdepository.co.uk/free" target="_blank">download gratuito</a>. Os livros enviados para o Brasil (tirando alguma greve dos Correios) costumam chegar rapidamente, entre 7 e 10 dias úteis. O atendimento ao cliente é de alta qualidade, rápido e eficiente. Já comprei várias vezes no site e na única vez que tive problemas com a entrega (por culpa da mais recente greve dos Correios), que demorou mais de um mês além do prazo final, o The Book Depository me extornou todo o valor dos livros, ainda que a responsabilidade do atraso não fosse da livraria. Depois dessa, ganharam um cliente permanente. Endereço: <a href="http://www.bookdepository.co.uk/">http://www.bookdepository.co.uk/</a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Amazon (por <a title="anica" href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/anica/" target="_blank">Anica</a>)</strong>: Uma das lojas virtuais estrangeiras mais famosas, a Amazon está planejando chegar no Brasil em breve. Enquanto isso não chega, ainda ficamos por conta da versão gringa do site, o que significa que sim, você precisará de um cartão de crédito internacional. A quantidade de títulos disponíveis é absurdamente grande, o maior problema é que a Amazon.com exige paciência ou um dinheiro sobrando quando o assunto é frete. Há várias opções, sendo que a mais cara (Priority Courier Shipping) chega entre 3 a 6 dias úteis e custa 29.99 dólares, mais 6.99 dólares por item. A mais barata (Standard) chega entre 16 a 30 dias úteis e custa 4.99 dólares o frete, mais 4.99 dólares por item. O truque aqui é buscar a versão inglesa do mesmo site, a Amazon.co.uk &#8211; o catálogo não é tão vasto quanto a americana, e você receberá as edições europeias dos livros. Por outro lado, a entrega mais barata chega bem mais rápido que a Amazon americana: são de 7 a 10 dias úteis, com o frete custando 5,49 libras mais 2,99 libras por item, o que dá um total de 23 reais e alguns quebrados de frete se você comprar um livro, enquanto na .com você pagará cerca de 64 reais para o frete que chega mais ou menos no mesmo tempo. Lembrando que nós brasileiros estamos bastante acostumados com o péssimo serviço aos clientes e acabamos ficando com a pulga atrás da orelha ao fazer compras no exterior. Fique tranquilo sobre a Amazon. Eles respeitam os direitos do consumidor e, na pior das hipóteses, reembolsarão o valor da compra caso sua encomenda não chegue. Falo por experiência: fiz uma compra na Amazon.com que foi enviada duas vezes mas se perdeu aqui no Brasil. No que seria a terceira tentativa, a loja restituiu o valor da compra.  Endereços:  <a href="http://www.amazon.com/">http://www.amazon.com/</a> e <a href="http://www.amazon.co.uk/">http://www.amazon.co.uk/</a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Better World (por <a title="Anica" href="http://blog.meiapalavra.com.br/author/anica/" target="_blank">Anica</a>)</strong>: A Better World trabalha com livros novos e usados, tendo como grande ponto favorável o fato de que o frete é grátis. O atendimento é fantástico, desde os emails bem humorados para avisar do envio do livro comprado (uma história sobre o livro estar feliz que finalmente poderá conhecer o mundo) até a resposta imediata em caso de problemas com entregas. O lado ruim é que a entrega demora um tanto (então, se você está muito ansioso é melhor não comprar pelo site), e que nem sempre eles oferecem o melhor valor para os livros novos. Aí cabe em calcular o custo na Better World com o valor em outro lugar que costuma cobrar frete &#8211; em alguns casos, só o fato de não ter o valor do frete já faz valer a pena a compra na Better World. Já comprei livro novo e livro usado, e no segundo caso não tive nenhuma surpresa ruim, pelo contrário: o livro usado que veio era tão bem cuidado que parecia novo. Endereço: <a href="http://www.betterworldbooks.com/">http://www.betterworldbooks.com/</a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Libreria Hernandez (por <a title="tiago" href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/author/tiago-pinheiro-2/" target="_blank">Tiago</a>)</strong>: Há uma certa dificuldade um tanto patética do público brasileiro em adquirir exemplares da nova e da velha literatura argentina (parece que a recíproca não é tão verdadeira). De fato, é mais fácil conseguir livros franceses, mesmo que de pequenas editoras ou de escritores menos conhecidos, do que exemplares de Osvaldo Lamborghini, Alejandra Pizarnik, Martin Gambarotta, César Aira e outros. Soma-se a isso a dificuldade imposta pelos próprios hábitos de leitura portenhos que, por mais saudáveis que sejam, por privilegiar as pequenas livrarias, especializadas e ambientes mais íntimos, pouco dadas à exportação. Das que eu conheço, somente a Libreraria Hernandez oferece um serviço de envio para o exterior mais sistematizado. Ainda assim, possui bastante barreiras, como o sistema de busca no site (bem caprichoso) e o envio um pouco caro, mas que acaba compensado pelo preço baixo e pela rapidez da entrega. Nunca tive acidentes e os livros chegaram sempre antes do previsto. O catálogo é abrangente, e inclui diversas publicações de microeditoras, como a Eloisa Cartonera e a Tsé-tsé. Certamente, é a pedida para quem quer curtir a excelente literatura argentina contemporânea, na impossibilidade de ir até Buenos Aires. Endereço: <a href="http://libreriahernandez.com.ar/">http://libreriahernandez.com.ar/</a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Gandalf (por <a title="luciano" href="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/author/luciano-r-m/" target="_blank">Luciano</a>):</strong> Conseguir livros com autores de nomes impronunciáveis não é lá a coisa mais fácil do mundo por aqui. Afora uns poucos que foram traduzidos para idiomas mais difundidos e umas coisas antigas (e, muitas vezes, um tanto duvidosas) encontradas em sebos, o único lugar que me resta para comprar essas coisas é a internet. Eis que tem essa livraria virtual polonesa, a <em>Gandalf</em>: além de ter um dos nomes mais legais que uma livraria poderia ter, eles têm um belo site e um acervo considerável. O maior problema fica por conta dos valores de frete, que são um pouco altos &#8211; em média uns 30 reais. Ah sim, o site é todo em polonês, sem versões em outras línguas. Mas, se você pretende comprar um livro de lá, isso não deve ser problema. Endereço: <a href="http://www.gandalf.com.pl/">http://www.gandalf.com.pl/</a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Empik (por Luciano):</strong> Outra opção para livros poloneses. Dessa vez, bem mais amigável para o ocidente: a Empik é a maior livraria da polônia, quase uma Fnac do leste europeu. O site existe em polonês e inglês, e o acervo também é poliglota. Vendem também CDs, DVDs e jogos eletrônicos. Novamente, o frete é o problema, sendo ainda mais caro que na Gandalf. Mas eles possuem uma quantidade significativa de ebooks, tanto em formato ePub quanto em PDF(mais ou menos uns 13 mil títulos) &#8211; o que elimina a necessidade de frete. Falando em ebooks, aliás, parece que eles estão para lançar (ou lançaram e eu não fiquei sabendo) um e-reader próprio que, dado a taxa de câmbio, ficaria bem mais barato do que qualquer outro. Endereço: <a href="http://www.empik.com/">http://www.empik.com/</a></p>
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		<title>O Forte (Bernard Cornwell)</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 16:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kika</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A batalha ocorreu no ano de 1779, durante a Guerra da Independência americana, numa comunidade portuária em Massachussets, que à época chamava-se Majabigwaduce. Os americanos têm sede de liberdade, enquanto os ingleses querem manter o porto de localização estratégica. Os ingleses possuem apenas três navios de guerra e uma pequena força em terra, regida pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/01/O-FOrte.jpg"><img class="size-medium wp-image-17871 alignright" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/01/O-FOrte-190x300.jpg" alt="" width="190" height="300" /></a>A batalha ocorreu no ano de 1779, durante a Guerra da Independência americana, numa comunidade portuária em Massachussets, que à época chamava-se Majabigwaduce. Os americanos têm sede de liberdade, enquanto os ingleses querem manter o porto de localização estratégica. Os ingleses possuem apenas três navios de guerra e uma pequena força em terra, regida pelo general de brigada Francis McLean e pelo Capitão Henry Mowat no mar.</p>
<p style="text-align: justify">As forças americanas são comandadas pelo  general de brigada Peleg Wadsworth, pelo tenente-coronel de artilharia Paul Revere, estes sob o comando do general Lovell; e pelo comodoro Saltonstall, da marinha federal. Os americanos estão evidentemente em maior número, motivo pelo qual McLean determina a construção de um forte &#8211; o Forte George &#8211; para melhorar suas defesas.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-23485"></span></p>
<p style="text-align: justify">Quem gosta de <strong>Bernard Cornwell</strong> já sabe o que esperar de uma de suas obras: uma batalha histórica marcante, normalmente envolvendo o exército britânico, e um personagem principal de forte caráter, geralmente um homem alto e forte, mas de origem humilde.  É assim com Derfel (das <em>Crônicas de Arthur</em>), com Sharpe, Thomas de Hookton (na trilogia do <em>Graal</em>), Nicholas Hook (<em>Azincourt</em>) e Uthred (<em>Crônicas Saxônicas</em>). São características comuns aos livros, que não tiram o mérito e o talento de contador de histórias de Cornwell.</p>
<p style="text-align: justify">No entanto, <em>O Forte </em>não possui um personagem principal. Ou, melhor, a batalha e a construção do Forte George são os protagonistas. Nesta obra, Cornwell decide nos levar atrás das linhas dos dois exércitos, através dos olhos de seus comandantes. Tal traço do romance, por não ser habitual do autor, me encantou.</p>
<p style="text-align: justify">Somos levados a criar simpatias e antipatias com os oficiais de ambos os batalhões, e a estrutura mantém o leitor curioso pelo desfecho que, ainda que histórico, é surpreendente. Foi com a minha lealdade de leitora dividida entre Wadsworth e McLean que devorei mais uma história de Bernard Cornwell, e mais uma vez me deliciei com sua prosa.</p>
<p style="text-align: justify">Tendo o confronto como personagem principal, Cornwell é ainda mais visual em sua descrição de batalhas do que de costume. Sua qualidade gráfica pode enojar os mais sensíveis, mas é necessária para a criação da cena. O autor nos lembra constantemente que a guerra não é um negócio bonito, nem segue regras de ética e boa educação. Este aparente sensacionalismo é uma maneira bastante eficaz de nos transportar para a época, assim como o é a apresentação de trechos de cartas e ordens emitidos durante o cerco ao final de cada capítulo.</p>
<p style="text-align: justify">É uma história de erros e acertos, hesitação e incompetência, que retrata uma das expedições mais emblemáticas da história dos Estados Unidos da América.</p>
<p style="text-align: justify">O FORTE</p>
<p style="text-align: justify">Bernard Cornwell</p>
<p style="text-align: justify">Título original: The Fort</p>
<p style="text-align: justify">Tradução: Alves Calado</p>
<p style="text-align: justify">490 Páginas</p>
<p style="text-align: justify">Preço sugerido: R$ 49,90</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site do <strong>Grupo Editorial Record</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.record.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2010/06/logo.jpg" alt="" width="279" height="127" /></a></p>
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		<title>Fotolivros latino-americanos (Horacio Fernández)</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 13:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Palazo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Creio que geralmente os fotógrafos demonstram certa miopia na hora de indagar as causas. Interessam-lhes os sintomas mais dramáticos do problema, em vez de suas causas. É como se se negassem a buscar comuns em todo o assunto.” – Richard Cross A fotografia sempre foi para mim uma extensão da História e da literatura, capaz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><em><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/fotolivros.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17896" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/fotolivros-205x300.jpg" alt="" width="205" height="300" /></a>“Creio que geralmente os fotógrafos demonstram certa miopia na hora de indagar as causas. Interessam-lhes os sintomas mais dramáticos do problema, em vez de suas causas. É como se se negassem a buscar comuns em todo o assunto.”</em> – Richard Cross</p>
<p style="text-align: justify">A fotografia sempre foi para mim uma extensão da História e da literatura, capaz de capturar expressões humanas e momentos incapazes de serem traduzidos pelas letras. Na verdade, o texto pode ser a extensão da fotografia, somando-se e complementando-se entre si em uma única expressão de arte. Algumas pessoas definem o fotolivro como um livro em que as fotos devem ser lidas, onde a imagem é, de fato, o texto. Porém, muitos dos fotolivros buscam uma comunhão entre foto e texto para passar uma ideia, retratar um momento histórico, captar um instante ou simplesmente expressar a arte.</p>
<p style="text-align: justify">Independente da sua definição, o fotolivro tem uma vasta produção na América, apesar de muitas vezes ficar esquecido até mesmo pelos fotógrafos latinos. A partir desta constatação foi que o historiador espanhol <strong>Horacio Fernández</strong> criou o projeto mais amplo de documentação dos livros de fotografia da América Latina, com o apoio do conselho de curadores formado pelo argentino Marcelo Brodsky, o mexicano Pablo Ortiz Monatério, o inglês Martin Parr e o brasileiro Iatá Cannabrava. O volume foi lançado em três idiomas – espanhol, inglês e português – sendo que a versão brasileira foi publicada pela editora Cosac Naify.<span id="more-23482"></span></p>
<p style="text-align: justify">São cerca de 150 publicações retratadas no livro de diferentes nacionalidades, como Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Nicarágua, Peru, Venezuela, e que percorre a América Latina através de publicações de 1920 até os dias atuais. Divididos em diferentes temáticas, como cidades, poesia, livros artísticos, polêmicos e que contemplam o universo latino-americano tão conturbado.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/Armindo-Cardoso-Chile-o-muerte-3.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-17897" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/Armindo-Cardoso-Chile-o-muerte-3-300x204.jpg" alt="" width="300" height="204" /></a>Assim, alguns fatos históricos são retratados em fotolivros, como a revolução cubana e chilena, as revoltas no México e na Nicarágua, além das greves no ABC paulista. Aqui vale o destaque para o álbum da história gráfica do México, que contém fotos dos irmãos Zapata, além do fotolivro de Alberto Korda e Ernesto Fernández que conta a visita de Sartre a Cuba, com fotos do encontro deste com Che Guevara. Sem falar os inúmeros livros sobre Cuba, que recontam o histórico da revolução cubana, os discursos inflamados e intermináveis de Fidel Castro na luta contra o imperialismo americano.</p>
<p style="text-align: justify">Vale destacar alguns fotolivros que retratam de maneira ímpar e crua os habitantes da América Latina. Como na obra de Enrique Bostelmann intitulado &#8220;América, un viaje a través de La injusticia&#8221;, e no polêmico livro de Sara Facio e Alicio D’Amico chamado &#8220;Humanario&#8221;. Este último contém 45 retratos de homens, mulheres e crianças de um hospital psiquiátrico. Uma obra dura e chocante, em que Horacio define que “a subversão de Humanário está na idéia do manicômio como uma alegoria da sociedade que vigia e pune”.</p>
<p style="text-align: justify">Um ponto curioso, e que eu comentei no início deste texto, é a ligação entre fotografia e literatura. Tanto que muitos autores literários aparecem escrevendo textos em muitos livros, como Mario Vargas Llosa, Vinicius de Moraes, Jorge Amado, Pablo Neruda e principalmente Julio Cortázar. Este último participa de diversos fotolivros argentinos, tanto como escritor quanto arriscando-se como fotógrafo em &#8220;Último Round&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/amazonia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-17899" style="margin: 5px;border: 0pt none" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2012/02/amazonia-300x278.jpg" alt="" width="300" height="278" /></a>Além dos escritores, os fotolivros não seriam possíveis sem os designers que precisam trabalhar em conjunto com o fotógrafo para retratar a história, pensamento ou ideia para a compilação do fotolivro. Tamanha importância ganha um destaque especial no final da obra de Horácio, com um apêndice abordando o trabalho de seis importantes designers.</p>
<p style="text-align: justify">Dentre tantos fotógrafos, escritores e designers, três coisas chamaram-me a atenção dentro dos 150 fotolivros reunidos nesta obra. Buenos Aires e São Paulo são as cidades mais retratadas nos livros apresentados, além da Amazônia, que ganha um lindo retrato no olhar de Claudia Andajur e George Love. Outro destaque é a obra de Maureen Bisilliat, que fotografou os campos brasileiros após se apaixonar por <em>Grande sertão: veredas</em> – as fotos foram mostradas ao próprio Guimarães Rosa. Por último, mas não menos importante, a compilação de um fotolivro de boleiros argentinos intitulado &#8220;Potrero&#8221;, com fotos de jogadores anônimos, a publicação ganha o texto de Diego Maradona – confesso que aqui senti falta de algum fotolivro brasileiro da maior paixão nacional.</p>
<p style="text-align: justify">Destaques não faltam em <em>Fotolivros latino-americanos,</em> que poderia ser definido como enciclopédia ou antologia dos melhores fotolivros latinos. Porém, isso seria um crime, afinal, qualquer tipo de definição não se encaixa nesta obra que abrange um universo de livros, fotógrafos, designers e escritores que contam a história dos latino-americanos através de diferentes perspectivas e olhares pelo tempo. Mas o melhor do livro está mesmo no texto certeiro de Horacio Fernández, que tem a preocupação de documentar toda a transformação latino-americana através de um texto construtivo e que comunga com as obras e fotografias, fazendo deste livro um estudo apaixonante da América Latina.</p>
<p><strong>Fotolivros latino-americanos</strong><br />
<strong>Autor:</strong> Horacio Fernández<br />
<strong>Tradução:</strong> Gênese Andrade<br />
<strong>Colaboração:</strong> Iatã Cannabrava, Lesley Martin, Marcelo Brodsky, Martin Parr, Ramón Reverté<br />
<strong>256 páginas</strong><br />
<strong>Preço sugerido:</strong> R$ 149,00</p>
<p style="text-align: center">Saiba mais sobre essa e outras obras no site da <strong>Editora Cosac Naify</strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://editora.cosacnaify.com.br/Default/1/Default.aspx" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-2400" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/02/cosaclogo.jpg" alt="" width="279" height="127" /></a></p>
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