EQUIPE MEIA PALAVRA:
Liv: Também conhecida por Carol. Faz parte da equipe desde o nascimento do blog e lamenta por não poder colocar isso no seu currículo. Adora literatura, fotografia, musicais, história, café, geografia, chuva, domingos de sol, filmes orientais e o seu maior sonho (agora realizado, depois de seis meses de cursinho e a faculdade de pedagogia que começa em 2009) é ser professora. Sim, ela tem um lado Pollyana-vamos-sorrir-e-mudar-o-mundo muito forte. Acredita na educação no Brasil, que pode fazer as criancinhas gostarem de matemática e que vai despertar a paixão pela literatura em todos os seus futuros alunos.
Odeia multidões, bife de fígado, gente chata, pessoas efusivas e várias coisas que não valem a pena citar, por que no fundo, mas bem lá no fundinho ela tem um bom coração (apesar do gênio ruim).
Ama absurdamente Gabriel García Marquez e já leu quase todos os seus livros. Gostaria muito de conhecê-lo, mas não faz a menor idéia de qual seria a sua reação. Aliás, faz sim! Teria um ataque histérico por causa da emoção! Também admira Machado de Assis, Érico Veríssimo, L. F. Veríssimo, Isabel Allende e mais um milhão de autores dos quais não lembra o nome agora e mais um milhão de autores de que ainda não conhece.
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Felippe Cordeiro: Sabe quando você está em um bar e vê um cara meio estranho lendo no canto escuro com um cigarro pendurado na boca, um copo de cerveja quase no fim e uma respiração branda? É, eu também. Geralmente, eu sou o cara que está olhando esse cara. Mesmo porque eu gosto de ler, mas em lugares mais bucólicos como redes ou na varanda de casa, sempre acompanhado por uma xícara, caneca, garrafa de café. Uso óculos com aspas, porque não me vêem usando-os com freqüência. Como disse gosto de ler, a literatura é minha amante, com ela vivo aventuras, desvendo mistérios, vivo uma vida que não é minha, que não me pertence. Gasto minhas horas vagas e espremo o último segundo para continuar com ela, sempre deixando o gosto de quero mais. Porém devo satisfações ao meu amor, o cinema, quando chego atrasado à sessão, às filmagens, à produção, pois matei o tempo lendo aquele último paragráfo do penúltimo capítulo daquele livro de capa dura, ou mole, ou encadernado. Flerto com a música como quem não quer nada, de vez em quando solto um dó, um lá ou um fá sustenido, solto leves suspiros ao ouvir uma poesia casar com uma melodia – tão fascinante. Quando não estou entre essas três, estou em silêncio, decifrando a Meia Palavra de todos os dias. Prazer, Felippe, se leu até o fim pode me chamar de Pips e etc.
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Tilion: Nasceu e mora em Porto Alegre, aquela cidade bacana que no inverno chega perto dos 0° e no verão se transforma na sucursal do Inferno, passando dos 40°, o que faz com que a gauchada deságue no litoral. Porém, como é alérgico à praia, ele acaba ficando na sauna durante essa estação maldita em um estupor quase que constante, contando os dias para a mudança de estação. Metido a tradutor, costuma se enveredar pelas línguas mais diversas e bizarras nas quais consegue colocar o olho, com o propósito faux altruísta de levar a literatura de culturas pouco conhecidas aos falantes do português. Caiu na real e viu que não vai conseguir transpor tudo que queria para a língua materna, então colocou na cabeça que vai se concentrar no islandês e trazer para cá o grosso da literatura nórdica, o qual a maioria das pessoas sequer tem ideia de que exista ou do que seja.
Suas peripécias tradutórias deram alguns frutos, como a tradução do site Ardalambion, cujos cursos de Quenya e de Sindarin foram publicados em livros em 2004 e 2008. Traduziu também os livros As Cartas de J. R. R. Tolkien e Contos Maravilhosos, publicados pela editora Arte & Letra em 2006 e 2011, respectivamente.
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Anica: pode ser localizada desviando os paralelepípedos soltos das calçadas de Pinhão City, conhecida também como Curitiba. Viciada em cafeína desde a mais tenra idade, depende da substância para conseguir expressar contentamento ou responder perguntas complexas como “Qual é o seu nome?” ou “Que horas são?” logo pela manhã.
Gosta mais de Fanta do que de Coca-Cola, Inverno do que Verão, George do que John (e Paul, e Ringo), Terror do que Comédia e Poe do que Lovecraft. Ranzinza, não suporta lugares comuns e pessoas burras. Suporta menos ainda barulho de gente mascando chiclete e coisas escritas em miguxês. Se deseja vê-la menos ranzinza, tente incluir livros, filmes de horror, gatos e cerveja britânica no cenário.
Não sabe lidar com cola e lã, mas isso não tem sido um problema desde o jardim de infância. Nem com gente, mas ela promete que um dia dominará a técnica de ser legal com os outros. Do mesmo jeito que promete que um dia começará a academia e o francês.
Escreve no .:Hellfire Club:. desde 2003, quando ele ainda era um querido diário lá no Blig. Está envolvida com a Valinor desde 2002 e desde 2007 é mamãe orgulhosa do Meia Palavra. Na vida real, é bacharel em Estudos Literários, professora de Língua Inglesa e campeã de dois ou um.
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Lucas: Descrever-se é um exercício que pressupõe uma análise introspectiva que oscila entre o egocentrismo e a modéstia. Não creio que possa definir-me de maneira clara, nem mesmo que possa elencar alguns adjetivos que possam me descrever, contudo, aí vai uma tentativa (em terceira pessoa, pois é mais cool, segundo Pips): Residente do interior paranaense, freqüentador de bibliotecas desde quando seus anos de idade cabiam nos dedos de uma mão; intrigado com a vida e o poder misterioso da Literatura, ao mesmo tempo que com elas se encanta. Mesmo vivendo no ritmo caótico da sociedade contemporânea ainda encontra tempo para sua namorada, família, livros, pizza, coca-cola, filmes, perfeccionismo e para participar do Meia Palavra. Não compreende bem qual é a do mundo de hoje, ao passo que continua tentando entendê-lo, talvez seja por isso que tenha escolhido cursar História e ler muito. Tem um problema com impressoras: elas o odeiam! Não leu tantos clássicos assim e escreve muito pouco embora queira muito, mas está trabalhando nisso. Além disso, tem uma ponta de inveja quando lê a lista de leituras de Tillion, visto que é um tolkieniano convicto.
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Luciano R. M.: Eu era muito novo para lembrar-me da Guerra Fria, mas cresci respirando a poeira de sua queda. Minha mãe trabalhou em bibliotecas e sempre me levava junto, o que me fez tomar um gosto precoce pela leitura. Mas talvez por isso eu considere que a literatura nem sempre é algo tão bom: acredito que a ela possa ser instrumento ou motivo de atrocidades. Porém ela é necessária.
Parafraseando Sarah Kane, posso dizer que a idéia do da literatura como mero entretenimento de causa certo asco. Portanto vampiros, auto-ajuda, bruxos e coisinhas bonitas com finais felizes via de regra me desagradam. Pactos suicidas, viagens alucinógenas, surtos psicóticos, perversões do comunismo e da matemática, por outro lado, são bastante interessantes.
Quase médico, estudante de letras polonesas na UFPR, atualmente aguarda a publicação de uma peça sua pela editora do SESI-PR, além de pesquisar Artrite Reumatóide e (em paralelo, não relaciona as duas coisas) literatura de testemunho.
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Kika: Leitora compulsiva, escritora eventual, sou conhecida por estar sempre com um livro na mão. Não tenho coordenação mental para ler mais de um livro por vez. Sou um amálgama de mim mesma e de minhas personagens, que me acompanham (sou um tanto malkaviana, se é que me entendem). Tenho manias estranhas. Demoro muito mais para ler as últimas dez páginas de um livro do que para ler o resto. Me empolgo fazendo pesquisas sem sentido na internet. Gosto de frases curtas, pontos finais, parênteses e reticências (a idéia de pensamento em suspenso…) Já passei uma noite inteira lendo um livro de 1830 sobre etimologia, e debatendo-o com um amigo, via MSN. Viajo (quase literalmente) lendo, ou vendo um filme, propaganda de margarina, ouvindo uma música (eu simplesmente me vejo lá naquela situação…). Sou muito fácil de agradar…qualquer cultura me encanta. No momento encarno Victoria White no blog Crônicas de Sangue, uma vampira que passou o século XX em branco…
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Dindii: Nasceu em Londres, ano de 1970. Cresceu em meio a muito rock ‘n roll e exposições de arte underground. Influenciada por bandas revolucionárias e livros de grandes heróis que exploraram o mundo, acabou por fugir de casa aos 12 anos. Depois de uma abdução, ela não lembra mais de nada com muitos detalhes, só sabe que uma série de fatos inexplicáveis acabaram por fazer ela parar aqui. E é claro que esta não é a historia real, mas é mais interessante assim.
Dindi gosta de viver fora da realidade mesmo, como diz um dos seus livros favoritos “Só estou viva em um a cada quatro segundos, só registro quinze minutos a cada hora.” (Miranda July – “É Claro que Você Sabe do que Estou Falando”). O que ela faz o resto do tempo? Está certamente pensando numa música, num livro, numa história para ler, ver ou escrever. Sempre carregando um caderninho, celular, pedaço de papel, ou qualquer coisa pra anotar aquela sugestão de leitura, de série pra assistir quando chegar em casa, ou então pra anotar ideias ideias e mais ideias. No mais, ela sempre quis escrever uma biografia na terceira pessoa. Sonho realizado agora. Dindi também pode ser encontrada no: Dindivagando
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Izze: Taize Odelli, 21, é catarinense, atualmente vive em São Lepoldo, RS, e caminha lentamente pelo curso de Jornalismo da Unisinos. Em 2008 começou a resenhar compulsivamente tudo o que lia, e essa atividade aumentou ainda mais seu interesse pela literatura. A partir do seu blog, o r.izze.nhas, passou a escrever para os sites Ambrosia e ainda resenha para o Amálgama. Lê de tudo, do nacional ao estrangeiro, do romance denso ao água com açúcar, mas prefere mesmo a fantasia, ficção científica e policial. É fã declarada de Harry Potter (que abriu o apetite para os livros) e de Tolkien, ama profundamente Belas Maldições e adora uma história que flui naturalmente, principalmente se tiver um pouco de humor negro. Fora da internet (onde habita no Meia Palavra e Omega Geek), estagia como assessora de imprensa em uma agência digital, sonhando em, algum dia, trabalhar em uma editora. Também pode ser encontrada no blog r.izze.nhas.
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Tiago Pinheiro: Nasci em Curitiba, 1984. Presencie, portanto, a queda do regime dos iletrados, apenas para ver que os doutos já haviam sido abortados (nem sequer existiram), e, deles, surgiram apenas uma academia de escritores feudalistas. Seguindo esse exemplo, resolvi me formar em Jornalismo, para depois seguir uma carreira semi-acadêmica, desenvolvendo uma dissertação de mestrado no departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da USP.
Prefiro o silêncio assassínio de um François Villon, de um Rainer Maria Rilke, de um Dalton Trevisan, do que o palavrório de um Chico Buarque, p.ex.
Estão em preparação (espero): uma tese sobre Roberto Bolaño e J.M. Coetzee; uma reunião de textos de ocasião e um livro de poemas que só será publicado postumamente.
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Palazo: Lendo uma descrição que fiz de mim mesmo há dois anos atrás descobri, exatasiado, que eu mudei significativamente. Na verdade, aquela descrição não me serve mais, excetuando a parte do contador de histórias. Provavelmente alguém dirá que esta é a minha essência, talvez. O fato é que meu gosto pela leitura não surgiu através dos livros, mas pelos meus ouvidos. Histórias contadas, dialogadas, soltas, perdidas e que vinham de encontro aos meus ouvidos para despertar minha curiosidade. “Mas de onde vem tantas histórias?”. A partir deste momento descobri a TV, os quadrinhos, o teatro, o cinema e os livros. Mas eu não me contento em apenas ler livros, ver filmes e conhecer as histórias. Não gosto da solidão, tanto que estou sempre espalhando para outros olhos, ouvidos, bocas e narizes todos os causos que me chegam. O copo é um dos meus vícios. Leio com cafeína, assisto com coca, conto histórias com cevada e espalho-me em minha noiva com aromas frutados. Acredito que somos feitos das histórias que ouvimos, vivenciamos e compartilhamos. Não sou visto por ai em um canto escuro cheio de pensamentos, segredos e debruçado sobre livros. Sou encontrado em bares e bancos de praça dialogando. Não guardo segredos, prefiro espalhar minha essência de contador de histórias.
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VOCÊ: Parte do que faz o Meia Palavra um lugar legal é que ele é feito por todos, e não só algumas pessoas. E isso também acontece no blog, que está sempre aberto para colaborações, mesmo que o autor não seja membro da equipe. Portanto, se você escreveu um texto que acredita ter a ver com a proposta do blog Meia Palavra, mande seu artigo para meiapalavra@meiapalavra.com.br, com imagem para ilustrá-lo e informações sobre você (como nome, endereço de blog que costuma escrever, o que faz da vida, etc.).