27 de January de 2012

Artigos Recentes

Historia universal de la infamia (Jorge Luis Borges)

O realismo mágico é uma das correntes literárias mais famosas de todos os tempos. É, também, inequivocamente associada à América Latina e, em especial, ao escritor argentino Jorge Luis Borges. Pois que Angel Flores, o primeiro a utilizar o termo, situa o começo dessa espécie de literatura a partir de Historia universal de la infamia, do supracitado portenho. O livro, cuja primeira edição data de 1935, é uma coleção de contos que – à exceção de Hombre de la esquina rosada – … [Leia Mais ...]

Aventuras de Menino (Mitsuru Adachi)

Não sou leitor costumaz de mangás, para falar a verdade, até pouco tempo atrás, eu tinha um pouco de preconceito com o formato e as especificidades dele. Tinha lido alguma coisa de Dragon Ball e Dr. Slump na minha adolescência (ou infância, não lembro ao certo), mas nada além disso. Como diria Heródoto, ledo engano de minha parte, pois lendo Aventuras de Menino, do japonês Mitsuru Adachi, pude ver como o mangá guarda surpresas e como lida com a humanidade com uma sensibilidade toda … [Leia Mais ...]

O livro dos esnobes (William Makepeace Thackeray)

Consta que a palavra "esnobe" veio do inglês "snob", cujo primeiro significado foi "fazedor de sapatos" (usado por volta do século XVIII). Passou a ser adotada como gíria na Universidade de Cambridge para comerciante local ou homem da cidade cerca de quinze anos depois, e no século XIX mudou de sentido: falava de uma pessoa de classe social "inferior". É engraçado que atualmente, se formos usar essa palavra para falar de uma pessoa, o sentido será de alguém que se considera superior aos … [Leia Mais ...]

Sanguínea (Fabiano Calixto)

De uns tempos para cá eu tenho lido muito mais literatura brasileira do que de costume. Carol Bensimon, Antônio Xerxenesky, Daniel Galera, J. P. Cuenca são alguns dos exemplos. É notável, porém, a falta de poetas entre essas leituras – uma falta quase que imperdoável, sendo que não só gosto de poesia (colocando-me, assim, em um grupo relativamente pequeno de pessoas, como já escreveu a Szymborska), mas ultimamente tenho versos à prosa. É claro, não faz muito tempo eu andei … [Leia Mais ...]

Assim falou Zaratustra (Friedrich Nietzsche)

Não devemos hesitar ao descrever a posição que Assim falou Zaratustra ocupava para Friedrich Nietzsche, não só no interior de sua própria obra, mas na história da cultura: é, simplesmente, o de livro máximo, jamais escrito. “Com ele fiz à humanidade o maior presente que até agora lhe foi feito”, dirá em Ecce Homo (1888), seu balanço de vida, feito diante da morte e mergulhado na loucura. E é difícil não se ver desnorteado com esse livro, absolutamente inclassificável na … [Leia Mais ...]

Links e Notícias da Semana #72

Saiba mais sobre essa tira perdida. Mal virou boato e já tem gente torcendo o nariz para Mario Vargas Llosa como diretor do Instituto Cervantes. Enquanto isso, no lustre do castelo, mas não, lá da Catalunha mesmo, vem o grito a plenos pulmões de Vila-Matas: Voltarei à Flip para lançar meu novo livro, "Aire de Dylan", que tem passagem ambientada no Mercado Municipal de São Paulo. Com um apelido forte desses, Enrique e seus contemporâneos Pauls, Fresán e outros sem sobrenomes marcantes … [Leia Mais ...]

Clara dos Anjos (Lima Barreto)

Clara dos Anjos, assim como outros diversos clássicos da literatura nacional, tem a graça divina de ser atemporal. Ainda hoje vivemos como Capitus, Bentinhos, Aurélias e Fernandos Seixas, buscando o amor e a felicidade. A história de Clara, contada por Lima Barreto, é recontada nesta edição da Companhia das Letras na versão de graphic novel. Mulata pobre, de origem humilde e com pouca experiência de vida. Em poucas palavras podemos descrever Clara, filha do carteiro João dos Anjos. … [Leia Mais ...]

Edgar Allan Poe

Com o escritor norte-americano Edgar Allan Poe é melhor começar ali pelo fim, que é ironicamente tão misterioso quanto muitos dos seus contos. No final de setembro de 1849, Poe seguia para Nova York quando por dias ninguém teve qualquer notícia sobre ele. Então, em 3 de outubro, ele foi encontrado em uma rua de Baltimore, delirando e completamente maltrapilho. Por que ele desviou seu caminho para Nova York? O que aconteceu em Baltimore? Ninguém sabe. A única coisa que se sabe é que … [Leia Mais ...]

Paris é uma festa (Ernerst Hemingway)

Paris, anos 1920. Ernest Hemingway e sua esposa vivem num apartamento modesto, são jovens, são cúmplices. O escritor divide seu tempo entre Cafés, visitas a Gertrude Stein ou à Shakespeare & Company, de Sylivia Beach, e viagens com sua esposa. Publicado postumamente e muito bem resenhado aqui no Meia Palavra pela Anica e pelo Lucas, Paris é uma Festa  (A Moveable Feast) é uma coleção de retratos da vida cotidiana de Hemingway na Cidade Luz. Mesmo com o famoso prefácio que … [Leia Mais ...]

Caçando carneiros (Haruki Murakami)

Ainda não dediquei tempo à leitura da fortuna crítica a respeito do escritor japonês Haruki Murakami, mas aposto – com um bom grau de certeza, penso – que suas novelas devem ser divididas em alguns tipos. Os dois principais seriam as obras mais puramente melancólicas, como Norwegian Wood, Após o anoitecer e Ao sul da fronteira e a oeste do Sol. Em contraponto, obras mais oníricas, com um grau de estranheza exacerbado, em que entram livros como Kafka à beira-mar e Caçando … [Leia Mais ...]